POLÍTICA

31/01/2018 as 22:13

Os novos desafios da campanha política em 2018

Os políticos terão uma nova arma à disposição na campanha


José Américo

Política Nacional
Os bastidores do poder em Brasília
Arte/Divulgação<?php echo $paginatitulo ?>

Quem está nessa atividade profissional desde 1986, como eu, sabe que nada mais será como antes.

As campanhas deste ano terão que se enquadrar na nova lei eleitoral, no que diz respeito a prazos, tempo de propaganda e formas de financiamento.

Mas não só isso!

 

Os políticos terão uma nova arma à disposição na campanha de 2018. Além da propaganda de rádio e TV, tradicionais — que ainda representa uma grande força para atingir um número amplo de telespectadores—, eles poderão dar tiros mais certeiros em seus eleitores.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já autorizou a propaganda eleitoral na internet, o que inclui pagar para exibir anúncios eleitorais ou impulsionar publicações em plataformas como o Facebook, Instagram, YouTube e o Twitter.

O tribunal também permite que campanhas usem sites, e-mails, blogs e aplicativos de mensagem instantânea, a partir de 16 de agosto. O desafio é grande! 

Primeiro, os candidatos e suas campanhas políticas têm que aprender a "falar" com o eleitor através das redes sociais.

Aí você me diz: "Mas, já utilizamos as redes sociais nas campanhas passadas".  

Sim, é verdade.

Mas, as redes, suas novas ferramentas e canais de relacionamento já são outros hoje. Tudo isso assumiu a forma de Marketing Político Digital. E mais do que utilizá-lo, tem que saber como utilizá-lo. Carece de estratégia de produção de conteúdo, posicionamento e planejamento de mídia. Pra tudo isso já existem especialistas que podem ser apenas consultores, ou agência especializadas nessa nova vertente do marketing político.

Afinal, nas redes, também se gasta dinheiro e todo cuidado com conteúdo é pouco.  Os tropeços são, na maioria das vezes, quedas de ponta cabeça.

Portanto, as campanhas serão bem diferentes, a começar pelos custos e formas de pagamento.

Tudo tem que estar muito bem amarrado nos princípios legais.

Os prazos e tempos de propaganda, também, mudaram.

Diminuíram, é bem verdade. E precisam ser mais bem aproveitados. 

É ai que esta o "X" da questão.

Fazendo um comparativo com um campeonato de futebol, agora,

a campanha já começa nas semi-finais, principalmente,

para os candidatos de primeira viagem. Os novos, out siders.

E se o candidato quer entrar para ganhar, seu time tem que estar jogando bem antes do campeonato começar. E para isso tem que ser formado e treinado muito tempo antes do início do certame.

Quem pensa que já sabe tudo e que o Marketing Político Digital é coisa pra amador, vai quebrar a cara. É por isso que você já deve estar jogando o jogo bem antes.

Tem que colocar o seu time em campo no período da pré-campanha, o que já vem sendo feito há tempo por muitos candidatos, principalmente,

os que hoje possuem mandatos.

Governadores, por exemplo, têm a propaganda institucional a seu favor. Podem mostrar o que fizeram e estão fazendo nos comerciais de rádio e TV, pagos pela administração pública.

Os parlamentares, ocupam os programas de jornalismos com suas propostas de emendas, reivindicações, liderando manifestações de rua,

bloqueios de avenidas e/ou denúncias contra adversários. Além de tudo isso, estes candidatos que já possuem mandato, são mais influentes nos partidos e ocuparam, com mais frequência, o horário eleitoral gratuito nas rádios e TVs das suas respectivas legendas.

Como podemos observar, quem já tem mandato já começa com vantagem. O candidato que está iniciando agora tem que estar atento, utilizando os canais alternativos para compensar a desvantagem de não está entre estes "privilegiados". 

Faça do período de pré-campanha - antes do período oficial das campanhas - o momento de formar o seu time. E não pode esquecer de formar o seu núcleo de comunicação para trabalhar todo esse material de pré-campanha nas redes sociais.

Agora lembre-se que o candidato não pode pedir votos nesse período.

Mas se o candidato é um velho marinheiro ou um marujo que vai enfrentar as ondas nessa primeira "aventura pelos mares revoltos da política", deve está bem assessorado.

Profissionais de propaganda e marketing não ganham campanhas, mas sabem utilizar as ferramentas de comunicação certas para fazer a mensagem política alcançar o eleitor e buscar mostrar que o candidato é uma boa opção para a cidade, região ou estado que  quer representar.

E se você é um profissional que atua nessa área, fique atualizado.

Nesta eleição um click pode fazer a diferença entre um vencedor e um derrotado.

Campanhas políticas como antigamente, nunca mais.


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