POLÍTICA

22/03/2018 as 22:49

Corrida presidencial de 2018: As chapas começam a esquentar


José Américo

Política Nacional
Os bastidores do poder em Brasília
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O presidente Temer assumiu, pela primeira vez, publicamente que é pré-candidato a reeleição. Esta blefando para cacifar suas cartas e poder barganhar apoios no jogo político. Sem o mínimo de popularidade e carisma Temer aposta no poder da caneta de presidente para manter sua influência na sucessão esticando a corda até onde for possível. Sabe que se não fizer esse jogo seu governo acabará antes do fim e não terá nem mesmo o apoio do garçom que serve o cafezinho no Palácio do Planalto.

Joaquim Barbosa, presidente – O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa se reuniu recentemente com o governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) para tentar viabilizar seu nome para a disputa presidencial pela legenda. Saiu sem nenhuma garantia para o que deseja, mas com a oferta de candidato ao senado pelo Rio de Janeiro, seu domicílio eleitoral. O PSB até agora não decidiu se apoia Ciro, ou se vai de candidato próprio. Apoiar o tucano Alkimin esta descartado porque o PSDB de São Paulo pulou fora da barca de Marcio França que em breve assume o governo paulista e será candidato à reeleição.

Aécio, mais sujo que pau de galinheiro – Depois de obter mais de 50 milhões de votos nas eleições para presidente em 2014, Aécio viu seu patrimônio eleitoral derreter que nem gelo no fogo depois do escândalo da JBS. Hoje o mineiro não teria votos nem para se eleger deputado federal por Minas, seu estado. E ainda por cima é considerado persona non grata no palanque de antigos aliados e correligionários. O senador Anastasia, por exemplo, só topou ir para o sacrifício, se candidatando a governador pelo PSDB em Minas e dar suporte à candidatura de Alckimin à presidente, com a exigência de não ter Aécio ao seu lado.

Lula vai comer bacalhau em Curitiba – Com os embargos de declaração sendo julgados e, provavelmente, rejeitados na próxima segunda-feira (26) pela turma do TRF-4 em Porto Alegre, Lula pode arrumar sua trouxa para começar a cumprir pena em Curitiba antes da sexta-feira da Paixão. Isso porque, esgotando os recursos na segunda instância, o juiz Sérgio Moro pode determinar, imediatamente, a prisão do ex-presidente.

Lula de tornozeleira eletrônica na campanha – Caso o STF dê o golpe e libere Lula da prisão depois do julgamento dos recursos na segunda instância, Lula poderá ter que fazer campanha de tornozeleira eletrônica na canela. É que se for preso antes da decisão do STF, ao sair da cadeia em Curitiba, ele pode ter que cumprir medidas restritivas com monitoramento eletrônico, avaliam alguns criminalistas ouvidos pelo Brazuca.

ACM Neto para vice de Alckimin– Este é o sonho dos tucanos. Precisando decolar nas pesquisas pelo Norte/Nordeste do país, o PSDB sonha em convencer DEM a desistir da candidatura de Rodrigo Mais e indicar o prefeito de Salvador para a chapa presidencial tucana. Mas, entre largar a prefeitura para embarcar no barco tucano ou se aventurar pela candidatura ao Governo da Bahia, Neto tem a seu favor as pesquisas internas que o apontam como favorito ao Palácio de Ondina, enquanto o governador paulista patina nos 8%, ocupando a quinta posição nas mais recentes pesquisas nacionais para o Palácio do Planalto.

Ciro Gomes continua pagando caro pela incontinência verbal – O presidenciável Ciro Gomes foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização ao vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (MDB), por tê-lo chamado de “semianalfabeto, picareta e desqualificado” em entrevista à Rede TV em 2015. Na ocasião, ele comentava as especulações de que o então deputado federal assumiria o Ministério da Saúde no governo Dilma. O emedebista disse na ação que perdeu a vaga de ministro após os ataques. Ciro justificou ter falado “no calor das emoções típicas do meio político”. Na decisão, o juiz Luís Miranda rebateu: “Cautela e comedimento nas palavras são atemporais”. Ciro não perde a mania de falar além da conta. Em 2002, quando liderava a corrida presidencial, cuspiu pra cima e saiu do páreo por falar o que não devia. Disse, entre outras besteiras, que a sua mulher (na época) Patrícia Pilar tinha o importante papel de dormir com ele durante a campanha. Resultado, despencou nas pesquisas. Se voltar a repetir o estilo “cavalo batizado” sua candidatura já nasce morta.


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