POLÍTICA

27/03/2018 as 07:31

Eleições 2018: PT no SPC e a radicalização na campanha

Partido dos trabalhadores reconhece que esta devendo mais de $46 milhões a advogados e marketeiros


José Américo

Política Nacional
Os bastidores do poder em Brasília
Divulgação<?php echo $paginatitulo ?>

Radicalização na campanha vai aumentar

Uma onda de intolerância político/partidária esta saindo das Redes Sociais e tomando as ruas. Pelo menos foi isso que se viu nos últimos dias com as manifestações nada amigáveis dos catarinenses e gaúchos contra Lula e sua comitiva em caravana pelo Sul do País. E o clima parece que vai piorar. Em discurso na cidade de Bento Gonçalves Lula prometeu revidar e seu companheiro deputado Paulo Pimenta (PT/SP) prometeu levar ônibus com militantes (sic) dispostos a entrar na porrada contra qualquer manifestante contrário. Como sempre usaram de manifestações violentas com invasões de prédios público e fazendas particulares, bloqueios de ruas e estradas nas suas manifestações, o PT não imaginava o gosto amargo desse tipo ação contra seu principal líder.

PT no “SPC” 

O PT reconhece que esta devendo mais de $46 milhões a advogados e marketeiros referentes a campanhas passadas. Com isso vem enfrentando processos judiciais. O partido vem tentando renegociar e diz que foi prejudicado pela mudança de critérios no financiamento das campanhas, principalmente quanto à proibição de doações empresárias que eram o fonte do partido. Depois da Lava Jato e das prisões de muitos dirigentes da legenda a fonte do esquema secou.

Bolsonaro só faz crescer

O PSL e seu candidato tem muito a comemorar, pelo menos, nos bastidores. Levantamento interno do partido aponta um crescimento de 6% nas aprovação do seu candidato nos últimos 30 dias. Depois das manifestações contra Lula no Sul do País e do desgaste do petista com as decisões do STF e TRF-4, esperam que Jair Bolsonaro cresça ainda mais.

Joaquim Barbosa é candidatíssimo pelo PSB 

Outro que esta quase na disputa é o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Caciques do PSB avaliam que é certa a sua candidatura à presidência pela legenda. Um instituto de pesquisa mostrou dados que apontam o ex-ministro como um dos principais herdeiros dos votos de Lula, assim que o petista tenha seu registro indeferido em Setembro pelo TSE e se torne inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Temer é Temer

Temer já é candidato a reeleição. Só não se sabe até quando. O presidente já decidiu que será, mas sabe que pode recuar por dois motivos: O primeiro é com relação às investigações que o ligam a MP que teria beneficiado a empresa Rodrimar no Porto de Santos. Outro é se o MDB encontrar nome melhor para concorrer e que tope defender o legado econômico do partido e de Temer à frente da presidência neste período. Assim, Henrique Meireles, que esta de mudança do PSD para o MDB, pode vir a ser o candidato. Semana passada Temer fez um tour pelo Nordeste e levou o Ministro da Fazenda para ir apresentado seu provável futuro substituto na corrida presidencial.

Picolé de Chuchu 

PSDB acha que a eleição presidencial se decide em São Paulo – O PSDB parece pouco preocupado com o tempo e ainda não percebeu que o restante do Brasil não tomou conhecimento que eles terão um candidato a presidente da República em 2018. Alckmin fica tentando articular nos bastidores e não põe o pé na estrada. Não percebe que muito do sucesso de Lula e Bolsonaro se dá em função da agenda intensa pelos quatro cantos do Brasil. Mal sabe que o Norte e Nordeste pouco sabe sobre ele e suas realizações em quatro mandatos como governador paulista. Além da rejeição imensa ao PSDB, principalmente, depois dos escândalos envolvendo Aécio Neves, o tucano paulista além de pouco conhecido, conta com um carisma que se expressa no apelido de “Picolé de Chuchu”.

 


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