POLÍTICA

07/02/2018 as 22:21

Empresário sergipano nega convite para assumir ministério de Temer

Mistério envolve negação


Tiago Hélcias

Editorial da Semana
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Todo homem público, ao fazer carreira política, sempre almeja conquistar ao longo do tempo espaços necessários que possa lhe permitir uma maior musculatura eleitoral e assim obter mais poder para impor suas necessidades políticas. Isto é absolutamente normal em qualquer profissão, é natural que o ser humado almege sempre um degrau profissional a mais. Mas no mundo competitivo, isso nem sempre acontece. merecimento não é referência para quem tem costas largas.

Na política, nem sempre este reconhecimento vem por esforço e trabalhos prestados. O toma lá da cá vira moeda de troca fácil e quase sempre observamos figuras carimbadas chegarem a certos cargos por serem simplesmente apadrinhados por A ou B, ser parentes de sicrano ou beltrano, ou até mesmo é indicado para acomodar conchavos e esquemas. A realidade é perversa e subverte a ordem natural pondo de lado quem verdadeiramente teria capacidade técnica e profissional. 

Não é normal políticos negarem convites para ocupar cargos, seja no primeiro ou no segundo escalão. O poder seduz e o fato de ser "o cabeça" e ditar regras o torna respeitado. Há quem diga que político sem cargo ou sem mandato não serve pra nada.

Mas nem sempre o que reluz é ouro, há quem não se deixa "contaminar" pela regra e acaba se tornando exceção. Pergunto: o que faz um político dizer não ao ser convidado para assumir a vaga de Ministro da Indústria, do Comércio Exterior e Serviços do Brasil? 

quem em sã consciência seria maluco de fazer uma coisa dessa? Negar um cargo onde dez entre dez políticos desejam é considerado loucura e não ter nenhuma visão de grupo.

Integrante do PRB em Sergipe, o ex prefeito de Estância e ex deputado estadual, Ivan Leite, agradeceu o convite feito pelo diretório nacional do partido. Achou, por algum momento, que fosse até uma pegadinha do Presidente Temer. Aos 62 anos, o engenheiro elétrico e empresário de sucesso, administra há três anos a Companhia Sul Sergipana de Eletricidade - Sulgipe - criada pelo pai, Jorge Leite. A empresa emprega cerca de 600 funcionários e fatura acima de R$ 100 milhões ao ano. 

Politicamente, Ivan Leite assiste de camarote os erros e acertos dessa gestão que para alguns não passa de um governo golpista. Discreto, prefere assessorar a esposa Adriana Leite, atual vice prefeita da cidade a ser cabeça de chapa nas próximas eleições do executivo. Mas, a negativa não deixa de ser um mistério, há quem aposte em teorias mirabolantes.

Eu ainda prefiro apostar no bom senso. 

 

Veja nota oficial distribuída a imprensa:

 

... “A vida é feita de escolhas. Aos 16 anos, deixei de ir ao Japão jogar vôlei pelo Colégio Mackenzie-SP, aonde estudei dos 12 aos 18 anos, porque preferi passar as férias em Sergipe, na Atalaia, no Abaís e no Crasto. Apenas aos 50 anos, voltei a ter oportunidade de conhecer o Japão, e desta feita fui. Já optei por ser 8 anos deputado estadual e 8 anos prefeito de Estância. No momento, fiz a escolha que era a adequada. A vida é dinâmica”, diz ele.

“Recebi, inicialmente, com incredulidade e depois com grande satisfação pessoal o convite para ocupar tão importante cargo federal. Desde o início, explicitei que não pretendia aceitar este honroso convite, face às atuais obrigações profissionais e pessoais, mas predispus-me a analisar”, diz em resposta aos que lhe convidaram.

“Após algumas noites mal-dormidas, ante o dilema do desejado e do possível, vejo-me no dever de antecipar a minha resposta, antes mesmo de concluso o prazo que me foi concedido para decidir, declinando, mas ficando imensamente agradecido”, completou. “Claro que é honroso o convite para ser ministro. Os erros ou acertos para julgamento futuro, decorrentes das ações no cargo, deveriam vir a ser creditados positivamente ou não, ao desempenho do ocupante do ministério”, admitiu a esta coluna Aparte.

“Agradeço ao presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, ao ex-deputado federal Heleno Silva, ao deputado federal Jony Matos, ao deputado estadual Jairo de Glória, à forma entusiástica com que conduziram este especialíssimo assunto. Agradeço, de forma particular, à minha esposa Adriana Leite, meus filhos Jorge e Yvette, meu primo Eduardo e minha irmã Adriana, que me deixaram à vontade, apoiando e prontificando-se a colaborar, face a decisão que eu viesse a tomar. Rogo a Deus que nos ilumine a todos, cada um na sua atividade, para que possamos continuar a realizar profícuas ações em favor do povo brasileiro”, disse ele.


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