POLÍTICA

06/03/2018 as 17:13

CPI do Lixo: Vereadores terão que provar que fiscalizam o executivo

CPI do lixo pode trazer consequências para as eleições deste ano


Tiago Hélcias

Editorial da Semana
Reprodução/ BGSE<?php echo $paginatitulo ?>

Demorou mas aconteceu, agora os parlamentares de Aracaju não poderão negar a existência de indícios de que há algo de podre na terra dos cajus. A chance é única de passar a limpo essa história que há tempos faz parte do dia a dia da cidade. 

A determinação da justiça para a instauração da tal CPI do lixo é a prova inconteste que o poder legislativo da capital não tem cumprido com o seu papel fiscalizador, até quando? 

Quero ver agora se a bancada governista terá coragem para dizer que tal situação é obra de interesse político. Aliás, esses vereadores se tornaram mestres da dissimulação quando o assunto não atende aos seus respectivos interesses.

É fácil desqualificar o discurso alheio pondo a justificativa no resultado das últimas eleições. Acho que essa conversinha não cola mais, tá na hora de encarar de frente, de forma honrada, tais problemas e começar a deixar de olhar tudo pela ótica do retrovisor ou será que temem algo? 

Agora, a presidência da casa terá até três sessões - na sequência ou não - para decidir os componentes. Eles terão a missão quase que impossível de investigar toda esta fedentina que tomou conta das ruas e salas palacianas da prefeitura de Aracaju e também das páginas policiais. 

Ao todo serão cinco vereadores que conduzirão as discussões. Se espera lisura e principalmente o uso da igualdade e proporcionalidade na escolha dos membros. É certo que o bloco de situação tem a maioria esmagadora, porém, duas vagas terão que ser dedicadas a oposição, do contrário a CPI perde sua finalidade e tenhamos a certeza que as “investigações” serão conduzidas a banho maria. 

Não podemos esquecer, que o resultado poderá sim ter alguma influência nas eleições deste ano. Os personagens deste verdadeiro caso de polícia continuam dando as cartas e com livre acesso ao poder, ou seja, o que puder empurrar com a barriga, melhor. 

Mas, essa “thurma” não pode esquecer que a sociedade está de olho na estratégia e certamente saberá identificar tais jogadas. Quem viver, verá. 

Confira entrevista no BGSE

https://youtu.be/pH3DA1fLSs8

 


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