POLÍTICA

12/03/2018 as 00:09

Eleições 2018: Trair e coçar é só começar

Numa eleição altamente disputada, quem tiver musculatura para chegar bem na reta final certamente levará o caneco.


Tiago Hélcias

Editorial da Semana
Charge/ Erasino<?php echo $paginatitulo ?>

Sim, e voçê deve tá se perguntando: Que oposição? Pulverizada do jeito que está, a tal oposição corre sério risco de mais uma vez, por pura incompetência, entregar a cadeira de governador de mão beijada caso continuem a olhar para o próprio umbigo. O que se ver é um Belivaldo Chagas com dificuldade para implacar seu nome diante do governo Jackson Barreto desgastado por temas que envolvem a segurança pública, atrasos salariais e polêmicas como a do largo da gente sergipana que muitos dizem não ser, nesse momento, prioridade para quem anda dizendo que não há dinheiro pra nada.

Bem, o fato é que às vesperas da eleição, o bloco de situação já está nas ruas, lutam contra o tempo pra fazer de Belivaldo, o salvador da pátria perdida. Esquecem que o próprio também faz parte deste carcomido governo. Os tais números da pesquisa traduzem essa dificuldade e em um suposto segundo turno perderia em qualquer situação contra Eduardo Amorim, Valadares, Valadares Filho e até André Moura. Aliás, a nova pesquisa reforça mais uma vez que mesmo batendo cabeça a oposição se mantem em um rítmo crescente com variáveis que indicam que o real beneficiado foi mesmo o deputado fedral - líder de Temer. Não há como negar que ele anda com um poder político que no fim da corrida poderá fazer "a diferênça". 

Numa eleição altamente disputada, quem tiver musculatura para chegar bem na reta final certamente levará o caneco. Neste sentido é notório que André Moura já larga na frente pois tem usado sabiamente o prestígio que obtém no governo federal e distribuído recursos por onde anda, inclusive para o próprio governo. O antes rejeitado é hoje o mais prestigiado político no estado e tem a cada pesquisa diminuindo sua rejeição junto ao eleitorado e surpreendentemente chega bem tanto ao governo quanto ao senado. Há quem diga que ele conta com o apoio de mais de 50 prefeitos e da classe empresarial como Luciano Barreto da Celi, tradicional financiador de campanhas eleitorais.  

Por outro lado, Amorim paga um preço alto por sua eterna indecisão. Seus números estão estagnados, nem fede e nem cheira e anda fragilizada pela falta de cumprimento de acordos formalizados pelo irmão Edvan Amorim, há quem diga que já não há mais credibilidde e muito menos grana e nem emissoras de rádios para bancar mais uma eleição. Poucos são as lideranças que apostam na candidatura.

Valadares Filho aparece bem para quem ainda não formalizou se vai ou não ser candidato ao governo. O "novinho" vai apostar no mesmo discurso da renovação e de que não é envolvido com escândalos. O problema é que pai e filho tendem a querer uma chapa tida como "puro sangue", com poucas lideranças, mas com apoio de partidos menores que possam garantir pelo menos uns dois minutos na TV. Não se surpreendam se a REDE chegar e Dr. Emerson ser o candidado a vice. Só não podem cometer os mesmos erros da última eleição quando não souberam reagir de forma imediata, por exemplo, naquela situação causada pela presença da Senadora Maria do Carmo em evento "armado" no iate clube. Resta saber se irão morrer na praia na hora do pega pra capar. Neste jogo em busca de acordos, o PSB já acena em conversas com o DEM, e até com o PT, seria um verdadeiro tiro no pé. 

É justamente essa falta de coerência política que o eleitor anda de saco cheio. Acordos firmados na eleição passada não valem para as próximas. A política da conveniência beira a traição e confirma que o negócio é se manter no poder, custe o que custar.

Quanto a candidatura ao senado de JB, dizem os especialistas que vai morrer no nascedoro, será?

Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos.

 

Confira o resultado da pesquisa

 

SONDAGENS ESPONTÂNEA E INDUZIDAS

Pela sondagem espontânea, a maior manifestação de intenção de votos para o Governo do Estado recai sobre o Eduardo Amorim: ele teria 3,6%. A seguir, vem Antônio Carlos Valadares com 2,3%; Jackson Barreto, com 1,4%; Belivaldo Chagas, com 1,2%; Valadares Filho, com 1,1%; Mendonça Prado e André Moura, com 1,0%;Dr Emerson, com 0,7% e João Alves, 0,4%; Luciano Bispo e Vera Lúcia, com 0,3%, e Eliane Aquino, Valmir de Francisquinho, Sukita, Márcio Souza, Maria Mendonça, Diógenes Almeida e Sérgio Reis, cada um com 0,1%.

 

PRIMEIRO CENÁRIO 

 

Eduardo Amorim   16,0

Valadares Filho  14,6

Belivaldo Chagas  7,1

Vera Lúcia     4,0

Mendonça Prado  3,6

Dr Emerson  2,8

João Tarantela  0,7

Professor Dudu da CUT  0,6

Milton Andrade 0,4

Márcio Souza  0,1

NHBR/Nulo  36,8

NS/Indeciso  13,3

 

SEGUNDO CENÁRIO

 

Eduardo Amorim  16,2

Senador Valadares 13,2

Belivaldo Chagas  7,2

Vera Lúcia   4,1

Mendonça Prado   3,7

Dr Emerson   3,3

Professor Dudu da CUT  0,7

João Tarantela  0,7

Milton Andrade 0,4

Márcio Souza  0,1

NHBR/Nulo  36,4

NS/Indeciso  14,0

 

TERCERO CENÁRIO

 

Valadares Filho  18,4

Belivaldo Chagas  7,9

André Moura  7,0

Mendonça Prado  4,3

Vera Lúcia   4,1

Dr Emerson   3,0

João Tarantela  0,7

Professor Dudu da CUT  0,6

Milton Andrade 0,4

Márcio Souza  0,1

NHBR/Nulo 37,8

NS/Indeciso  15,7

 

clique aqui e confira os números completos no JL Política

 


Tópicos Recentes