POLÍTICA

25/03/2018 as 17:36

Eleições 2018: Os erros de uma oposição que, de novo, pode morrer pela boca

Ciúmes? Incompetência? Inveja? Ou briguinhas de comadres em busca do poder?


Tiago Hélcias

Editorial da Semana
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Muita gente não sabe, mas ao deixar anos atrás a bancada do Bom Dia Sergipe da Tv Sergipe, fui me dedicar a uma outra vertente da minha profissão de jornalista, a de colocar em prática tudo que tinha aprendido na minha especialização em marketing político. Era a minha segunda campanha política, e logo de cara recebi a missão de encarar um território, pra mim, muito desconhecido láááááá na região norte.

O estado do Acre foi durante quatro meses um território a ser explorado, pense em uma região gigante, com abismos sociais do mesmo tamanho, mas com um povo que aprendeu a driblar e a se acostumar a receber muito pouco de quem está no poder. Mas, esta minha passagem detalhada e com muuuuuitas histórias, merece um capítulo à parte que lá na frente prometo contar.

Porém, fiz todo este pré ambulo para trazer à tona um assunto que corriqueiramente acontece nos meses que antecedem uma eleição: A maldição do peixe que morre pela boca.

Gente, parece brincadeira, mas em todas a eleições que trabalhei (Acre, Amapá, Maceió e Aracaju) o cenário sempre é o mesmo: A oposição, em um verdadeiro desfile de mediocridade com egos inflados, deixa escapar aquilo que estava na mão. Chega a ser uma burrice sem tamanho. Pseudos líderes se digladiam em redes sociais e a todo custo tentam provar quem é o mais fodão da história.

Já vi eleição, tida como certa, ser consumida pelo egoísmo idiota e por erros de estratégia. Em uma eleição há sempre um que diz entender mais do assunto que o outro, com ideias mirabolantes, salvadores da “pátria”.

(de médico, poeta, louco, técnico de futebol e marqueteiro, todo mundo tem um pouco)

Olha, já vi em 100 % das vezes, adversários se deliciarem e assistirem de camarote a tal oposição de forma amadora perder um certame por não se entenderem e de forma degenerativa definharem em seus próprios venenos.

Tudo isso se aplica aqui em Sergipe. Rapazzzzzzz, será que não aprendem? Entre traídos e traidores, o fato é que todos precisam entender que a população, anda cansada desta política mesquinha, aquela que só tem olhos para o próprio umbigo. Tenho 42 anos e aprendi com meu avô, Luciano Nascimento, que uma vez feito acordo, uma vez dada a palavra, esta, vale mais que qualquer contrato assinado.

Nesse contexto, André Moura virou a bola da vez, o fogo amigo percebeu o quanto o líder do governo Temer, assumiu o protagonismo da política sergipana e agora cospe fogo por todos os lados.

Ciúmes? Incompetência? Inveja? Ou briguinhas de comadres em busca do poder?

André tem surfado bem, pega jacaré em ondas que parecem não dar em nada e tem trazido muita verba para o estado e cidades afins. Que o diga o Prefeito-Perfeito de Aracaju. Deve até as cuecas à André. Graças ao “golpista”, o comuna-caviar tem inflado o discurso de ser ele o bonzão da paróquia dos cajus, quero só ver até onde essa conversinha vai ser levada em banho Maria. É a tal política da conveniência.

Mas, quem está com a verdade?

Senador Valadares, afirma de pé junto que aquilo que foi firmado em 2016 não tem nenhuma influência em 2018 e que cada eleição tem sua história, e tenta a todo custo associar a imagem de André a lava jato e ao impopular governo Temer. Será? Quem em sã consciência firmaria acordos sazonais e deixaria de lado um projeto maior e garantir alternância de poder? Não consigo entender como a oposição tem tudo para desta vez ocupar a vaga e a esta altura do campeonato ainda ficam com picuinhas.

André tem dado algumas respostas no twitter e já disse que está com a cabeça tranquila. Só não entende o fato dele ter “servido” em 2016 e agora não mais. Se Temer tivesse com a popularidade em alta, o pensamento alheio seria o mesmo?

Pelo visto, o ditado de que o peixe (homem) morre pela boca é cada vez mais corriqueiro, pelo que come ou pelo que diz. O pior é que neste caso, todos mordem a língua e podem se engasgar com o próprio veneno.

Os governistas agradecem.


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