POLÍTICA

07/04/2018 as 10:35

O show das filiações e a hipocrisia das velhas raposas de Sergipe

Prazo legal para mudança de legenda sem risco de perda de mandato por infidelidade partidária terminou à meia-noite desta sexta-feira (6).

Portal G1

Tiago Hélcias

Editorial da Semana
Divulgação<?php echo $paginatitulo ?>

Pelo menos 57 deputados comunicaram à Câmara até a noite desta sexta-feira (6), último dia da chamada janela partidária, que mudaram de partido – o equivalente a 11,11% da composição da Casa. A informação é da Câmara dos Deputados.

O número é parcial, já que a janela partidária termina à meia-noite desta sexta-feira (6), segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Além disso, a comunicação é feita à Justiça Eleitoral – não há prazo para que sejam enviadas à Câmara.

A janela partidária é um período de 30 dias, previsto em lei, em que deputados federais e estaduais podem mudar de partido sem a possibilidade de perder o mandato por infidelidade partidária. Além disso, até seis meses antes das eleições, os candidatos aos cargos em disputa nas urnas precisam estar filiados ao partido pelo qual vão concorrer aos cargos.

Ao comunicar a mudança de legenda à Câmara, o deputado envia um ofício endereçado ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) comunicando a alteração, anexando ao documento o comunicado feito à Justiça Eleitoral, com o protocolo do pedido.

Ao trocar de sigla, os parlamentares e partidos miram as eleições de 2018. Mas, além das questões eleitorais, as mudanças alteram o tamanho das bancadas com representação na Câmara, provocando efeitos já nos trabalhos da Casa.

Nas discussões e votações, o tamanho da bancada é o critério, por exemplo, para o tempo de discurso dos líderes, para a apresentação de destaques e de requerimentos de urgência.

Nas comissões, o tamanho das bancadas é critério para a composição dos colegiados. Por isso, a expectativa é de que, depois de terminada a janela, seja aprovada uma resolução reorganizando o espaço dos partidos nas comissões de acordo com o número de deputados que cada um tem na Casa.

A legislação eleitoral determina que os parlamentares só podem mudar de legenda nas seguintes situações:

  • incorporação ou fusão do partido;
  • criação de novo partido;
  • desvio no programa partidário;
  • grave discriminação pessoal.

Mudanças de legenda sem essas justificativas podem levar à perda do mandato. A reforma Eleitoral de 2015 incluiu nas normas eleitorais a janela partidária – período de 30 dias que antecedem o último dia de prazo para a filiação partidária – a seis meses da eleição.

SERGIPE

Na terra dos cajus, cada partido realizou festa para a chegada de novas filiações. As lideranças políticas fizeram questão de demonstrar força e de fazer pirotecnia com a chegada de velhas raposas nessa dança da conveniência política. Foi interessante ver certas figuras da política sergipana pongar na garupa de certos partidos para poder garantir a permanência no poder e assumir declarações de amor a quem tem aparecido bem nas últimas pesquisas.

Esta turma pensa que engana quem? Bando de baba ovo, hipócritas! Ideologia partidária passa longe, já acabou faz tempo. Os sangue sugas do povo, certamente estão com os dias contados. Essa prostituição política partidária tem que acabar. 

Com essa tal dança das cadeiras, entre traídos e traidores a composição na Alese ficou assim:

 

BANCADA DO PSC (06)

ANTÔNIO SANTOS

CAPITÃO SAMUEL

GILMAR CARVALHO

PAULINHO DA VARZINHAS

VANDERVAL MARINHO

VENÂNCIO FONSECA

BANCADA DO PSD (04)

JEFERSON ANDRADE

LUIZ MITIDIERI

ROBSON VIANA

GORETI REIS

BANCADA DO MDB (03)

GARIBALDE MENDONÇA

ZEZINHO GUIMARÃES

LUCIANO BISPO

BANCADA DO PT (02)

FRANCISCO GUALBERTO

ANA LÚCIA

BANCADA DO PP (01)

MARIA MENDONÇA

BANCADA DO PSB (01)

LUCIANO PIMENTEL

BANCADA DO REDE (02)

MORITOS MATOS

GEORGEO PASSOS

BANCADA DO PR (01)

ADELSON FILHO

BANCADA DO PRB (01)

JAIRO DE GLÓRIA

BANCADA DO SD (01)

GUSTINHO RIBEIRO

BANCADA DO PDT (01)

SÍLVIA FONTES

BANCADA DO PHS (01)

AUGUSTO BEZERRA

 

Eleições 2018

Com o afunilamento dos indicados para as eleições as peças do tabuleiro de xadrez começam a ganhar corpo e de jogada em jogada tudo começa a ficar claro. Tem muita gente que anda precisando de lexotan para dormir. Na política, tudo é como nuvem, muda cada vez que olhamos para o céu. Em alguns casos, cenários e perspectivas se consolidam em  torno de um nome que possa oferecer uma suposta garantia de vitória. Não há como deixar de observar que André Moura tem atraído um bom número de lideranças, só na semana passada, 50 prefeitos estiveram com o Deputado Federal e viram de perto a filiação de nomes - dois prefeitos- que até então estavam com o Senador Valadares. 

De P em P, uns tomam rasteira, a exemplo do velho Venâncio Fonseca, que deixou o PP e assinou com o PSC. O Solidariedade fica com André, através do deputado Gustinho Ribeiro. Agora, André comanda a maior bancada na Assembleia Legislativa. Além dos deputados Pastor Antônio dos Santos, Capitão Samuel, Gilmar Carvalho, Paulinho da Varzinhas e Vanderbal Marinho, estão com ele Venâncio e Gustinho. Parece que a coisa ficou preta por algumas bandas, ou melhor, ficou meio amararelado o sorriso. 

Veremos as cenas dos próximos capítulos desta novela política até Agosto, só observo.

 


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