POLÍTICA

07/04/2018 as 14:28

Belivaldo Chagas: O novo-velho governo?

Com um abacaxi gigante, Belivaldo Chagas assume governo de olho em 2019


Tiago Hélcias

Editorial da Semana
Joedson Teles/ Alese<?php echo $paginatitulo ?>

O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), tomou posse na manhã deste sábado (07) no plenário Pedro Barreto de Andrade da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), após a saída de Jackson Barreto (MDB) que irá disputar uma vaga ao senado. A deputada estadual Goretti Reis fez a leitura do Termo de Posse.

A solenidade ocorreu após uma missa em Ação de Graças realizada na Paróquia Santuário Nossa Senhora Aparecida, no bairro Bugio. Já empossado, Belivaldo Chagas passou pela Revista à Tropa da Polícia Militar. Cerca de 140 militares saíram da frente da Alese em direção ao Palácio Museu Olímpio Campos, na praça Fausto Cardoso. Participaram da solenidade, políticos,secretários de Estado, lideranças comunitárias, amigos, assessores, familiares e imprensa.

Na ocasião, o governador empossado assume o Estado por 08 meses, com o compromisso de destravar os obstáculos colocados diante das aspirações de desenvolvimento econômico e social, criando um ambiente propício ao empreendedorismo, o fortalecimento da iniciativa privada, que, para ele, é a mola mestra do desenvolvimento, além de dar ao Estado o papel relevante de indutor do aperfeiçoamento social.

“Não terei tolerância com o favorecimento, o descuido, a irresponsabilidade ou com
ilicitudes de qualquer natureza”, pontuou Chagas

Ainda em seu discurso, Belivaldo anunciou que sua prioridade está nas áreas da saúde e segurança pública, pautando suas ações através da ética, transparência e o compromisso com o povo sergipano, através do diálogo, objetivando esclarecer os problemas que hoje impedem o estado de pagar em dia os salários, de solver no prazo
determinado as suas obrigações financeiras.

*Com informações da Jornalista Luciana Botto/ Alese

Os desafios de uma gestão marcada pelo fim melancólico 

Belivaldo tem como missão principal nesses meses que antecedem as eleições a árdua tarefa de tentar impor sua rotina de trabalho e descolar sua imagem (se é que é possível) da gestão JB, que como todos sabem, chega ao fim muito desgastado e como o pior dos últimos tempos para servidores, sindicatos e até aliados de plantão. 

No discusso de despedida, JB se colocou na posição de vítima do sistema atual brasileiro pelo qual, segundo ele, ajudou a por o estado nos piores rankings da violência de todo o país. 

Culpar a economia é atestar sua incapacidade de gerir o menor estado da federação e confirma aquilo que os bastidores da política sergipana diz: de que como político, JB é incontestável sua habilidade, porém, como gestor há controvérsia. 

O mais engraçado foi vê-lo em entrevista ao Balanço Geral Sergipe da TV Atalaia. Quando perguntado como Belivaldo iria resolver os problemas, sem pestanejar ele disse: “...quem tem que responder agora é Belivaldo”. Veja:

https://youtu.be/4wm_s8jheOs

A sensação que tive foi como se estivesse dizendo que agora isso não lhe interessa mais, que Belivaldo se vire daqui pra frente. Em um gesto claro de que Belivaldo será a “continuidade” de seu governo. Será o novo-velho governo?

O interessante é que até mesmo na sua saída, JB deixou de cumprir o que afirmou no passado. De que ao sair do governo deixaria a vida pública. Na carta renúncia, ficou claro a intenção de disputar uma das vagas para o senado. 

Aqui pra nós, Quem em sã consciência iria deixar de querer essa vaguinha? Convenhamos, dizem que ser senador é melhor que ir pro céu. Até porque para ir ao céu é preciso morrer, já para  ser senador, em alguns casos, basta ter uma certa cara de pau. 

Como disse na apresentação do BGSE, espera-se que Belivaldo consiga impor seu estilo sem esquecer de que ele ao fazer críticas estava também nesse governo. Agir com soberania é uma obrigação. Estou curioso pra saber se a “nova administração” irá fazer uma faxina geral com a saída de certas figuras que pousam como se aqui fosse uma monarquia. 

Do contrário, tudo não passará de pirotecnia para efeitos eleitorais e eleitoreiros, veremos.


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