POLÍTICA

19/04/2018 as 10:34

José Américo: A hora e a vez do Marketing Político Digital


José Américo

Política Nacional
Os bastidores do poder em Brasília
Arte/ Divulgação<?php echo $paginatitulo ?>

Um relatório sobre economia digital divulgado no final do ano passado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) colocou o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet, com 120 milhões de pessoas conectadas.

As últimas eleições nos Estados Unidos e França mostraram que se comunicar através do marketing digital fez a diferença para os candidatos vencedores nestes dois países.

As técnicas para a utilização dessa nova maneira de fazer campanha política ainda são pouco utilizadas no Brasil.

Aqui, muitos candidatos acreditam que fazer marketing digital é criar uma página no Facebook, Twitter e ter um número de Whatsapp cheio de grupos, os mais variados e publicar, publicar, publicar, para depois ficar contando curtidas.

O marketing digital veio para estabelecer canecões ativas, interativas, diretas, pessoais. Veio para gerar engajamentos nas mais diversas “causas” de interesses de grupos ou segmentos da sociedade.

O Uso da Big Data

A comunicação na internet nunca esteve tão pessoal.

O marketing digital praticado atualmente consegue identificar os interesses do consumidor, seus hobbies, trabalho, estilo de vida.

No marketing político digital é a mesma coisa, só que voltado ao público eleitor.

A ferramenta mais importante para tornar esse marketing tão pessoal quanto possível é a Big Data.

Para Philip Kotler, o papa do marketing moderno, é no uso correto do Big Data que as empresas devem investir.

Analisando as recomendações do professor e fazendo as devidas adaptações ao marketing eleitoral, observamos que, em se tratando de buscar alcançar mais eleitores e entregar a mensagem pretendida, é exatamente isso que os partidos e candidatos devem fazer.

O Big Data reúne dados coletados de várias formas que podem ser utilizados em um determinado contexto.

As aplicações da Big Data são ilimitadas e buscam na coleta dos dados de navegação de um usuário na

Internet, montar o seu perfil , gostos, interesses, área de trabalho.

Este perfil permite que o sistema Real-Time-Bidding (RTB) identifique a mensagem ideal a ser enviada a este usuário. A busca pelo público alvo na internet ganhou uma precisão e efetividade que parecia impossível.

As redes sociais também estão utilizando a Big Data, e o Facebook se destaca entre elas.

Utilizando a ferramenta chamada Atlas a rede social coleta os dados de seus usuários e quem atualiza estes dados são os próprios milhões de usuários que frequentam o Facebook todos os dias espontaneamente.

O feito mais impressionante do Atlas para a aplicação no marketing político digital não é mostrar o público alvo de uma campanha, mas sim levar a mensagem certa a cada um de seus potenciais eleitores.

A Big Data só está começando a mostrar seu potencial. Os processos estão sendo simplificados e a tecnologia utilizada está cada vez melhor e mais acessível.

O uso no marketing político digital já se mostrou consolidado e em franca evolução. Uma ferramenta como o big data, também, já mostrou que o

futuro do marketing é a precisão.

A Big Data demonstra que definitivamente conhecimento é poder.

Poucas agência reúnem condições de prestar este serviço de marketing digital para as empresas e no campo político o número ainda é bem menor, principalmente, pela especificidade dos conteúdos a serem produzidos.

Faça uma busca no Google e ache a agência digital mais capacitada para este serviço. Ela não precisa estar na sua cidade ou estado. O trabalho de Marketing Político Digital pode, perfeitamente, ser feito à distância e com qualidade.

Por tudo isso que expus acima, não tenho dúvidas que chegou a hora e a vez do Marketing Político Digital no Brasil.


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